Especialista no desenvolvimento e produção de superfícies decorativas para a indústria de painéis, móveis e pisos, o Grupo Impress está constantemente monitorando os principais movimentos e tendências do viver, chamando-nos agora para refletir sobre o tempo com seu atual conceito de comunicação, o Uchronia: a utopia do tempo.

A nova campanha, que nos inspira a refletir e desconstruir a maneira como nos relacionamos com tempo, nos desapegando do conceito de que tempo livre é sinônimo de tempo mal aproveitado ou fugindo da rotina onde os relógios estruturam, controlam e direcionam o nosso comportamento, é baseada em seis macrotendências: Emergente Utopias, Humbly Crafted, Sensory Healing, Joyful Home, Off the Grid e Out of this World, que foram lançadas no mercado brasileiro,  durante a 10ª edição da Semana de Design de São Paulo.

Emergent Utopias

Emergent Utopias tem tudo a ver com equilíbrio e contraste. Uma proximidade crescente entre a cidade e a natureza à medida que os cidadãos passaram a repensar o valor da vida urbana, exigindo um estilo de vida mais saudável e equilibrado. Nesse sentido essa tendência apresenta esse resgate emocional e a reconexão com o ambiente natural. Nos interiores, aprendemos a valorizar temas importantes como a biofilia. Criamos uma conexão não só emocional, mas física com a natureza. Daí, outros aspectos como a tendência do urban jungle, dos espaços mais iluminados, mais claros. Isso tudo atrelado a essa reconexão com o ambiente natural. O terroso, o verde das plantas, a iluminação, os materiais são suavemente táteis e os concretos coloridos substituem os cinzas. Tudo isso para integrar melhor o ser humano dentro dos espaços construídos.

Na cidade emergente, o antigo e o novo ficam lado a lado em combinações inovadoras. O novo é propositalmente moderno e o antigo é celebrado como está, preservado ao invés de reconstruído. Além disso, essa amplitude de emoções e sensações traz uma transformação espacial dos espaços. As paredes rígidas dão lugar para móveis multifuncionais. As próprias plantas adquirem o papel de criar divisões ou áreas de privacidade. E tudo isso é um reflexo dessa sensibilidade ao entorno.

No design ou mobiliário também existe esse aspecto essencial ou funcional de trazer outras funções de trazer outras sensações que vão além do conforto. O design fica mais bruto e ao mesmo tempo mais confortável, mais adequado para esses espaços que repensam as relações tanto profissionais quanto de lazer.

Humbly Crafted

Outra tendência é o Humbly Crafted, que nos remete ao resgate de objetos que tiveram tempo investido (pelo artesão), de técnicas esquecidas, do artesanato, da arte popular e de outros artigos e ideias regionais que estão ao nosso redor. Nesse contexto, nosso olhar, às vezes, tão ligado a ideias macro se voltou para o regional. Nós passamos a ter em nossos lares artigos de artesanato local, de origem natural. Peças cujas histórias trazem não só um saber fazer manual, mas um repertório cultural rico e importante.

O reflexo disso são casas mais emocionais em que a transição dá espaço para a permanência. Existe um maior tempo de admiração, uma reconexão emocional com esses artigos, com esses objetos, com essas superfícies e materialidades. Se valoriza a textura, a irregularidade do material de origem natural, a irregularidade do artesanal, do feito à mão. A filosofia do wabi-sabi ganha força. Nesse contexto, também de destacam os tons terrosos, os tons areosos, a inspiração na natureza e na própria história ou cultura local.

Tendo tido um vislumbre de um ritmo de vida mais lento durante o confinamento, veremos uma reflexão quase nostálgica sobre esse período em que a vida é retomada em seu ritmo “normal”. Isso desperta o desejo de cozinhar, fabricar, fazer e valorizar os momentos do dia a dia. Tudo isso está integrado a um novo estilo de vida. A uma reformulação de tempo, espaço, ritmo e emoção. A partir do aprimoramento de todos esses conceitos, novos materiais texturas e informações podem surgir. É o universo dos biomateriais produzidos a partir da cana de açúcar, das algas, de couro feito a partir de cactos ou outras folhagens. Os designers estão experimentando reinventar itens com uma natureza regenerativa ou transitória. Materiais cultivados (como micélio), impulsionam uma tendência em direção a materiais mais orgânicos que parecem ter sido cultivados em vez de projetados. E o reaproveitamento de entulho e todas essas novas técnicas de construção empregadas na arquitetura e no design incrementam o nosso repertório a partir de uma maior conscientização.