Madeiras brasileiras em novas leituras: os lançamentos da Impress

O portfólio da Impress acaba de ganhar novos padrões. Os lançamentos, apresentados na última ForMóbile, refletem o que o time de design identificou como as direções mais fortes do design de superfícies hoje: a leitura linheira de espécies tradicionais, as madeiras brasileiras em versões contemporâneas e o avanço das pedras nos projetos de interiores. A seguir, um olhar mais próximo sobre cada uma dessas frentes.

A estética linheira responde a uma demanda concreta do mercado brasileiro. Desenhos limpos e organizados facilitam a composição com outros materiais e têm boa aceitação em diferentes tipos de projeto. O Rift Oak, carvalho de veios lineares, é o exemplo mais nítido dessa direção, com uma versatilidade que funciona tanto em ambientes residenciais quanto corporativos. O padrão Porto Belo leva a mesma lógica para um território menos óbvio: o lançamento aplica o desenho linheiro ao freijó, madeira conhecida justamente pelas catedrais evidentes, e o resultado preserva o tom aquecido da espécie brasileira em uma leitura mais organizada.

As madeiras nacionais são o centro da seleção. O freijó aparece em três interpretações que mostram a amplitude da espécie. Além de Porto Belo, o Jambi valoriza o desenho natural da madeira, com catedrais orgânicas e poros evidentes que dão textura e profundidade à superfície. Garibaldi fica em um ponto intermediário, com catedrais homogêneas e tons equilibrados que permitem combinações fluidas com cores sólidas, pedras e outros madeirados. Completam o grupo o Pernambuco, timborana de catedrais bem definidas, o Amboro, tauari de desenho amplo e presença acolhedora, e o Xapuri, muirapiranga de coloração viva e veios expressivos, indicado para projetos que pedem diferenciação.

As pedras seguem ganhando espaço no repertório dos escritórios de arquitetura, e os lançamentos refletem esse movimento com duas propostas distintas. O Harmaa Marble tem aparência translúcida, com veios que parecem fluir sob a superfície e agregam luminosidade ao ambiente. Já o padrão Artigas trabalha na direção do contraste, com uma composição cromática rica que assume o protagonismo do espaço sem perder a facilidade de combinação com madeiras, metais e superfícies monocromáticas. “Esses padrões nasceram da mesma faísca que inspira o nosso trabalho. Cada decor parte de uma pergunta sobre o que uma espécie ou uma pedra ainda pode significar em um projeto. É essa curiosidade que mantém o portfólio em movimento”, afirma Jessica Hori, gerente de produto e marketing da Impress.

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