Design colecionável é destaque em feira com peças de produção artesanal e exclusiva

A 10 edição do Mercado de Arte e Design (MADE) aconteceu no icônico Estádio do Pacaembu, novo espaço cultural em São Paulo. A feira de design colecionável tem a premissa de apresentar exposições e instalações em um espaço coletivo que também apresenta e dá destaque a designers e estúdios nacionais revelando novos talentos e incentivando novas produções.

Além de São Paulo, houve presença de estúdios e designers da Bahia, Ceará, Minas Gerais, Piauí e Santa Catarina, que mescla com excelência o design contemporâneo com peças originais de época, contemplando também colecionadores de peças vintage.

Capitaneada pelo curador de arte Waldick Jatobá, o evento apresentou uma seleção de 80 expositores que nesta edição, fez uma reflexão sobre o meio ambiente em um projeto expográfico inédito assinado pelo arquiteto Álvaro Razuk.

Madeira, papel, fios, tramas, pedras naturais, texturas, metais e tantas outras matérias-primas foram evidenciadas na construção das peças, como o couro advindo de sobras de folhas de abacaxi utilizado pelo designer Leon Ades, a pedra Amazonita, um mineral encontrado em abundância em Minas Gerais, cujos veios e cores são resultado de uma “contaminação” por outras rochas, que pudemos encontrar nas mesas criadas pelo Estúdio Dentro. A linha Aresta de Mel Kawahara de luminárias de papel amassado, costurado com linha de algodão, são alguns dos exemplos desta edição.

Conheça um pouco mais sobre os lançamentos apresentados:

A loja Vermeil apresentou a linha Amparo, resultado de um projeto de resgate, pesquisa e aprofundamento da obra de Janete Costa, iniciado em 2016 com a participação da família da arquiteta, curadora e designer brasileira.

As peças são uma reedição com idealização e direção criativa de Rodrigo Ambrósio, que adaptou na madeira as peças originalmente concebidas em alvenaria.

O designer Elias Lanzarini da @elayadesign apresentou a poltrona Carijó, que tem em sua estrutura madeira de demolição advinda de uma antiga embarcação de mais de 60 anos. A peça conta com assento e espaldar revestidos com uma rede de plástico reciclado retirado do mar. Chamando a atenção para geração de resíduos e descartados de forma incorreta.

O artista Alex Rocca e a dupla de designers do Estúdio Tiie Design, lançaram a coleção Líquens, uma composição harmoniosa e cheia de personalidade com o mobiliário industrial assinado por Julyana Hilgesntieler e Nicole Liz Salvatierra revestidas com as texturas orgânicas, sensoriais e de muitas cores da tapeçaria de Alex Rocca. A coleção manifesta o desejo de estar em equilíbrio com o meio que nos cerca, a consonância entre o coletivo e as mais variadas formas de viver em conjunto.

A galeria Teo, especializada em design moderno brasileiro apresentou mobiliário de época da marca Cimo, empresa movelaria nascida em 1912 na cidade de Rio Negrinho, em Santa Catarina. A fábrica foi responsável por dar vida às cadeiras comercializadas em são Paulo e Rio de Janeiro, além de poltronas para cinemas. Após dificuldades e dois grandes incêndios, a fábrica foi fechada em 1982. Mas segue reconhecida como patrimônio da cidade de Rio Negrinho, além de referência máxima do design brasileiro de móveis.

O designer Murilo Weitz também trouxe o tema da feira como foco central de suas criações. A Linha de vasos Componente Madeira foram desenvolvidos através de material de descarte da indústria moveleira.

A coleção Persona de Luiza Caldari e do T44 Stúdio, expressa as diferentes faces do humor através de tapeçarias, luminárias e penduradores magnéticos com diversas tonalidades quentes.

 

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