Design sensorial: o que uma superfície provoca além do visual

Durante muito tempo, escolher um revestimento foi uma decisão sobretudo estética. A superfície precisava ser bonita e combinar com o restante do projeto. Esse critério continua válido, mas deixou de ser o único. Arquitetos e designers passaram a considerar o que uma superfície provoca em quem a toca ou permanece horas diante dela.

O ponto de partida é uma observação já consolidada na neuroarquitetura. Um ambiente não é percebido apenas pela visão: a temperatura aparente de uma cor interfere na sensação de acolhimento; o relevo de um piso muda a experiência de caminhar descalço; a capacidade de uma parede de absorver o ruído altera o nível de cansaço de quem trabalha ali. Cada um desses fatores depende, em boa parte, do revestimento aplicado.

A textura costuma ser o aspecto mais imediato dessa experiência. Porcelanatos e cerâmicas que reproduzem o relevo da pedra natural ou o veio da madeira oferecem uma resposta ao tato, e não só uma referência visual. Acabamentos amadeirados trazem uma percepção de aconchego frequentemente associada a áreas de descanso. Já as superfícies que imitam concreto comunicam sobriedade e funcionam bem em projetos de linhas retas. A escolha entre um acabamento acetinado e um mais áspero não é apenas técnica. Ela define como a pessoa vai sentir aquele espaço.

As cores formam a segunda camada dessa leitura sensorial. A psicologia das cores demonstra que tons quentes, como o terracota e o mostarda, tendem a estimular e a criar sensação de energia. Paletas frias, nas faixas de azul e verde, favorecem a calma e são recomendadas para dormitórios e ambientes de recuperação. Não por acaso, a definição de uma cor do ano virou um exercício de leitura de comportamento. Para 2026, a Impress apresentou o tom Horizon, resultado de um processo global de pesquisa que busca traduzir esse desejo por equilíbrio entre estímulo e serenidade.

Há ainda uma dimensão menos visível, ligada ao conforto físico. Painéis e revestimentos desenvolvidos para desempenho térmico ajudam a manter a temperatura interna estável e reduzem o consumo de energia com climatização. No campo acústico, superfícies que absorvem o som melhoram a inteligibilidade da fala e diminuem a fadiga em escritórios e em ambientes residenciais integrados. São características que não aparecem em uma imagem, mas que definem se um espaço será confortável no uso diário.

Nos produtos da Impress, essa relação sensorial ganha reforço tecnológico. O processo de produção permite superfícies com textura sincronizada ao desenho, em que o relevo acompanha os veios da madeira ou o poro da pedra reproduzidos na imagem, de modo que o toque confirma o que os olhos veem.   Essa lógica sensorial já orienta os lançamentos mais recentes da Impress. Entre os novos decors, o Jambi, freijó de catedrais orgânicas e poros evidentes, mostra como o desenho de um padrão pode sugerir profundidade e resposta ao toque antes mesmo da aplicação. O Xapuri, muirapiranga de coloração viva, usa a cor para criar presença em projetos que pedem diferenciação. Nas pedras, o Harmaa Marble aposta na aparência translúcida e na luminosidade que acrescenta ao ambiente, enquanto o Artigas parte do contraste cromático para assumir o protagonismo do espaço. A leitura sensorial dos ambientes deixou de ser um detalhe sofisticado e passou a orientar decisões de projeto em escala. Para quem produz superfícies, isso significa pensar cada padrão não só pela imagem que ele forma, mas pela sensação que provoca. O revestimento se tornou parte

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